Frete

Fiscalização Eletrônica de Frete Rodoviário

Medida provisória cria sistema de registro prévio de operações de transporte para garantir piso mínimo de frete. Nova regra será analisada pelo Congresso Nacional.

29 de junho de 20262 min de leitura
Imagem ilustrativa: Fiscalização Eletrônica de Frete Rodoviário

O Governo Federal editou uma medida provisória visando estabelecer um valor mínimo para o frete no transporte rodoviário de cargas em todas as viagens. Essa medida provisória, conhecida como MP do Piso do Frete, exige que contratantes e caminhoneiros realizem o registro prévio da carga com o valor do frete antes do início da viagem. Este registro gera um Código Identificador da Operação de Transporte, que será fiscalizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

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A ideia por trás dessa medida é garantir uma fiscalização abrangente e universal, assegurando que os caminhoneiros tenham seus direitos garantidos. De acordo com o Ministro dos Transportes, Renan Filho, a fiscalização eletrônica permitirá monitorar todos os fretes no Brasil, além de intensificar as fiscalizações presenciais, para garantir a efetividade do cumprimento da tabela de preços mínimos. Se o valor do frete não estiver de acordo com o piso mínimo estabelecido, o código não será gerado, e a viagem não poderá ser iniciada.

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A medida provisória também estabelece penalidades para quem descumprir as regras. Se o registro da viagem não for feito antes do início da operação, a multa será de R$ 10,5 mil. Além disso, em caso de descumprimento do pagamento do piso mínimo, as multas podem chegar a até R$ 10 milhões para o contratante, em caso de reincidência. Essas medidas visam coibir a prática de fretes abaixo do valor mínimo, protegendo os direitos dos caminhoneiros e promovendo um ambiente de concorrência mais justo no setor de transporte rodoviário de cargas.

A proposta agora será analisada por uma comissão mista do Congresso Nacional, composta por deputados e senadores, antes de ser submetida a votação nos plenários da Câmara e do Senado. Essa análise é um passo importante para a implementação efetiva da medida provisória, que tem o potencial de impactar significativamente o setor de transporte rodoviário de cargas no Brasil, influenciando não apenas os caminhoneiros e os contratantes, mas também a economia como um todo.

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