
A pesquisa Firmus, realizada pelo Banco Central, revelou que as empresas não financeiras estão prevendo um aumento significativo nos custos em 2027, principalmente devido à reforma tributária. Os dados coletados entre 11 e 29 de maio, com a participação de 349 empresas, mostram que 59,9% dos respondentes esperam alta no custo de compliance no próximo ano, enquanto 53,6% projetam aumento da carga tributária. Isso indica que as empresas estão se preparando para enfrentar desafios adicionais em termos de gestão de custos e tributação.
O que observar agora
A percepção das empresas também aponta para pressão sobre a operação, com 51% delas esperando aumento nos custos de insumos, 50,1% prevendo maior necessidade de capital de giro e o mesmo percentual esperando aumento nos preços de venda. Além disso, a pesquisa mostra uma piora na avaliação sobre a situação econômica atual, interrompendo a melhora observada nas duas edições anteriores. O otimismo em relação ao desempenho do próprio setor também recuou, o que pode ser um indicador de que as empresas estão se tornando mais cautelosas em relação às suas expectativas de crescimento.
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As expectativas das empresas em relação ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e ao crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) também foram coletadas. A mediana das estimativas para o IPCA de 2026 subiu de 4% para 5%, enquanto para 2027, a projeção permaneceu em 4%. Já as expectativas para o crescimento do PIB ficaram estáveis em 1,8% tanto para 2026 quanto para 2027. Isso sugere que as empresas estão prevendo uma inflação ligeiramente mais alta em 2026, mas com um crescimento econômico mais estável nos próximos dois anos.
A pesquisa também abordou os efeitos do conflito no Oriente Médio sobre as empresas. A maior parte delas relatou impactos principalmente pelo canal de custos, com destaque para frete e logística, mencionado por 86% dos respondentes, derivados de petróleo, citados por 77,1%, e outros insumos, mencionados por 63%. Isso indica que as empresas estão sentindo os efeitos do conflito principalmente em termos de aumento de custos, o que pode afetar a sua competitividade e margem de lucro. O Banco Central afirmou que a maioria das empresas percebe impactos dos conflitos no Oriente Médio sobretudo pelo canal de custos, com destaque para frete e logística e para derivados de petróleo.



